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O regresso de Haiti a uma Taça do Mundo, após mais de meio século, é uma das grandes histórias emocionantes do torneio. A seleção caribenha, conhecida como Les Grenadiers, simboliza resiliência: um país que enfrenta dificuldades enormes e que encontra no futebol uma razão de orgulho coletivo. A sua qualificação acendeu a esperança de uma claque apaixonada, que vive este Mundial como uma conquista histórica.
Haiti disputou o seu primeiro Mundial em 1974, deixando uma marca inesquecível com o lendário golo de Emmanuel Sanon frente à Itália, que pôs fim à longa invencibilidade de Dino Zoff. Depois desse arranque, encadeou décadas fora da elite, apesar de uma forte tradição futebolística no Caribe. A qualificação para 2026, depois de uma fase brilhante em que quebrou um jejum de mais de 50 anos, assinala a sua segunda presença num Mundial e um novo começo para a seleção.
Esta nova fase assenta numa mistura de talento da diáspora e de jogadores formados na região. Nomes como Jean-Ricner Bellegarde, que teve um papel decisivo na qualificação, ou defesas de nível europeu como Hannes Delcroix evidenciam o salto competitivo da equipa. A par deles, surgem jovens em afirmação e líderes discretos que sustentaram o grupo mesmo “em casa”, longe de Haiti, disputando a fase de apuramento em sedes neutras.
Para 2026, a maioria dos especialistas vê Haiti como uma “azarada com muito coração”, pronta para lutar por cada ponto num cenário muito exigente. O sorteio colocou-a no Grupo C, um grupo duríssimo, onde vai medir forças com uma potência histórica, com a revelação africana do último Mundial e com uma seleção europeia em crescimento. Estes são os seus adversários:
O grande objetivo de Haiti é competir com dignidade, aproveitar qualquer deslize dos adversários e chegar à última jornada com opções reais — sonhando com a apuração para os oitavos, um marco histórico para o país e um novo capítulo inesquecível na história de Les Grenadiers.