O combinado africano entra em cena com um futebol associativo e dinâmico: médios ofensivos clarividentes, extremos incisivos e uma estrutura que sabe recuar para depois atacar em contra‑golpes cheios de vertigem.
Do outro lado, a equipa escocesa mantém a marca clássica que a tem definido na Europa, assente na intensidade, no jogo vertical quando o jogo o exige e na força pelos flancos, com laterais e médios-centro que não fogem ao contacto.
Sem confrontos anteriores em Mundiais entre estas seleções, o duelo opõe a tradição das ilhas ao ímpeto de uma potência africana em plena afirmação.
Numa fase de grupos em que qualquer distração pode custar a qualificação, cada disputa pela bola joga-se como se fosse a última.
A seleção europeia chega a este ciclo respaldada por uma experiência recente em grandes torneios e pela liderança de Andy Robertson, acompanhada pela veia goleadora de Scott McTominay a aparecer de trás e pela constância de John McGinn no coração do meio-campo.
Pela frente surge a seleção cabo-verdiana, reforçada pelas últimas campanhas na Taça das Nações Africanas, com um bloco compacto e avançados capazes de decidir num só rasgo de génio.
O duelo coloca frente a frente um clássico do panorama internacional e um candidato decidido a afirmar-se na elite.
É uma oportunidade imperdível para viver ao vivo um duelo que pode ditar o rumo do grupo: garante já o teu lugar na bancada e não fiques de fora.